sexta-feira, 29 de maio de 2009

Flash of Genius (2008)

Género: Drama
Realizador: Marc Abraham
Com: Greg Kinnear, Mitch Pileggi, Jake Abel, Lauren Graham, entre outros.
Página oficial
Trailer
Poster encontrado aqui.

Baseado numa história real, "Flash of Genius" decorre no final da década de 60 e conta a história de Robert Kearns, professor universitário de física aplicada e inventor em part-time. Robert Kearns foi o inventor do limpador de pára-brisas intermitente, que tentou vender às grandes companhias automóveis de Detroit (General Motors, Ford e Chrysler), e que estas rejeitaram. No entanto pouco tempo depois estas implementavam esta invenção nos seus novos modelos, apresentando-a como produto dos seus laboratórios de investigação, e rejeitando as acusações de que estavam a utilizar a ideia de Robert Kearns. Movido pelo sentimento de injustiça, o Dr. Kearns inicia uma luta judicial contra as companhias mais poderosas da América, à época.

Este filme ganha força ao saber que se trata de algo que verdadeiramente aconteceu. Um homem que vivia o sonho americano, com uma família numerosa (duas filhas e quatro filhos) e uma mulher que ama, com um bom emprego e com uma ideia de génio que pode tornar a sua vida ainda melhor. Mas este sonho dissipa-se num ápice e vai pôr à prova tudo aquilo que ele tomava como certo. É a luta de homem contra os poderes instituídos, um David contra um Golias, e os obstáculos que tem que enfrentar só para chegar ao tribunal. Há muitos filmes com confrontos judiciais como aspecto fulcral dos mesmos; neste, apesar de isso ser obviamente muito importante, é secundário quando comparado com a motivação que o move. E isto é o que o distancia dos filmes deste género, pela positiva.

No entanto parece faltar algo que faça o filme despontar no meio da multidão... As personagens estão bem interpretadas e conquistam a nossa simpatia. O calmo mas decidido Robert Kearns, representado por Greg Kinnear, é sem dúvida aquele cuja performance mais se destaca, mas nenhuma dos outros actores deixa os créditos por mãos alheias. E também não há nada a apontar quer à caracterização, quer ao vestuário ou aos cenários, tudo muito convincente. Aquilo em que o filme falha é aquilo em que todos os filmes com um argumento que involve uma decisão judicial como premissa principal falham: é extremamente previsível. E nunca consegue realmente prender a audiência. As personagens são simpáticas, mas não estão muito desenvolvidas, e um pequeno esforço nesta direcção poderia sem dúvida melhorar o argumento. O realizador quis contar uma história, mas os riscos que correu foram praticamente inexistentes. Fez um filme competente, é verdade, mas daqui a algum tempo já ninguém se lembra dele. Este género de filmes tem uma urgente necessidade de novas ideias, caso contrário arrisca-se a ficar destinado a uma minoria da audiência, ou a passar na televisão aos domingos à tarde.

O melhor: Greg Kinnear e o sentimento que move o seu personagem.
O pior: previsível e algo aborrecido.
Alternativas: The Verdict (1982), A Beautiful Mind (2001), Primer (2004)

Classificação IMDB: 6.9/10
Classificação RottenTomatoes: 6.0/10

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